terça-feira, 28 de agosto de 2007

pessoas que contribuem para eventual minha morte 2

no último post, narrei uma história que não só me irritou, como me atrasou... bem, saí igual um doido do escritório, paralela acima, pé abaixo, a caminho do aeroporto*. fazendo uso das minhas habilidades automotivas (hehehehehehe), consegui reduzir parcialmente compensar o atraso, e finalmente cheguei ao estacionamento de sempre, aonde deixo o carro e pego um transporte para o aeroporto.

boto o carro pra dentro, e sou parado por um funcionário que diz:

- favor se encaminhar a guarita para passar algumas informações a caixa para a emissão do cupom?

- informação? nunca teve disso... num é a placa do carro que você tá vendo aí fora? - indago eu já saindo do sério novamente.

- é. mas pode ter algo mais pra você informar e colocar no sistema.

- filho, eu não tenho tempo pra isso! tô atrasado! acelera lá que eu vou parar o carro! - bradei eu já com raiva.

- nem adianta correr... a van que faz o traslado saiu agora... - me informa ele na maior normalidade do mundo.

- então prepara o carro reserva aí que eu tô fudido e mal pago! - falei fazendo uso de toda minha força de vontade para não explodir em fúria.

- tem jeito não... o motorista foi almoçar...

- às 11:30?

- é... ele tava com fome...

emudeci, tentei raciocinar, botar meus neurônios pra trocar informação enquanto se afogavam no mar de adrenalina que inundava minha massa encefálica naquele momento... ir pra outro estacionamento seria cravar uma estaca na possibilidade de voar... estacionei o carro, e me dirigi a portaria. é quando eu ouço:

- todo mundo tem que almoçar, né?

- claro que todo mundo tem que almoçar... mas pra que que se tem um carro reserva? - questiono.

- pra ninguém perder vôo! - responde ele cheio de razão.

- mas na hora do almoço pode, né?

- é... aí não dá né? tá meio errado mesmo... mas ele tinha que almoçar.

satisfeito com a concordância, mesmo que parcial, daquele gerenciador de estacionamento, puz-me a esperar a van, contando os segundos no relógio... no fim deu certo, peguei meu vôo, sem almoço... não sofri tanto... acho que adrenalina é igual danoninho, vale por um bifinho.

* o que é, o que é, um gol, um focus, um 206 e um estilo, todos com pressa a caminho do literal norte? diversão! puuuuuuuura diversão!!

pessoas que contribuem para eventual minha morte 1

precisava de uma cópia scaneada de um documento. liguei pro indíviduo que possui o original em mãos ontem no início da tarde, e pedi que o mesmo scaneasse uma das folhas e me enviasse por email, e ouvi "já tô mandando!".

o dia passou, e quando assustei havia se encerrado o expediente administrativo (que não vale, e nunca valeu pra engenheiro nenhum), e o cara havia debandado sem me enviar a merda do arquivo.

ao chegar no escritório hoje, pedi para a secretária ligar para o cara. ela ligou na minha frente, e ao dizer "só um minuto que vou passar a ligação, o seu marcelo quer falar com o senhor" para o indíviduo supra-mencionado, deve ter ouvido "num passa não! avisa pra ele que eu tô mandando!".

duas horas e meia se passaram, e nada do arquivo com a cópia chegar na caixa de entrada. liguei pessoalmente para o cara, e quando ele soltou um "alô", e eu retruquei dizendo "bom dia", nem deu tempo d'eu falar nada, ele já disse "tô te devendo, né? vou mandar agora!" e desligou o telefone depois de um apressado tchau.

7 minutos e 23 segundos depois, o arquivo chegou em minha caixa... aí eu me pergunto:

PUTAQUEOPAREO! POR QUE NÃO MANDOU DA PRIMEIRA VEZ, E EVITOU DE ME ATRASAR E DEIXAR PUTO PRA CARALHO!!!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

no taxi...

ontem pela segunda vez eu peguei um mesmo tx pro aeroporto, e pela segunda vez eu escuto a mesma história fantástica:

um senhor de 69 anos (o motô em questão) se gaba de estourar uma jovem beldade de 16 anos que pela descrição se trata de uma reencarnação de mel lisboa em presença de anita.

olha, não posso duvidar de nada, mas vendo o velho contando essa história ao vivo, vou te falar que eu passei maaaaaaaal de rir! aquele ali num dá susto nem em beata velha de igreja.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

como é que hein?

o avião bateu em confins, corri pro wc, dei-lhe uma bela mijada, me dirigi a esteira, catei minha mala, fui pro balcão pra pagar a corrida, e peguei um tx... aí começa a jornada!

um cara bem grandinho diriga o veículo... nenhum marcelão não, mas grande. o rádio sintonizado na antenauno. com minha máquina de tocar rock dubão quase sem bateria, arresorvi que escutaria a rádio em questão. tão logo adentramos a pedro I, a música do dezénovehoras tocou, e o motora prontamente clicou o "source" do som, e o cd que se encontrava inserido começou a tocar.

no ar agora pairava uma música beeeem melodramática que já chegava ao fim. uma nova música começa... não reconheci os acordes, mas a letra não me soava estranha. reconhecia-a, se tratava de 20 poucos anos, e então questionei o condutor:

- vem cá, quem é esse cantando?

- fábio júnior, dotô. - respondeu o cabra.

- cantando raimundos?! - indaguei eu mais que surpreso.

- claro! o fábio júnior canta tudo muito bem! - respondeu ele.



nesse momento, achei que nada mais que o silêncio era prudente... raimundos num tá nem perto do top 100, mas...

fábio júnior é foda! v.t.c.!!


atualização 27/08/07 as 8:25:

após breve encontro com o senhor fernado na puerta de la obra, ele me elucidou sobre o assunto me informando que a música 20 poucos anos é parte integrante de um álbum de mesmo nome lançado a anos atráso pelo senhor fábio júnior.

agora a bola meio que mudou de quadra... raimundos fazendo cover de fábio júnior? que merda é essa? banda fadada ao fracasso!! (como se estivessem na parada de sucessos... hehehehe)

mas o resumo da história continua o mesmo: fábio júnior cantando bem qualquer coisa só se for na casa do capeta!!!!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

amor incondicional

neusa,

basta! é impossível esconder do mundo o nosso amor!

eu te amo! não me cansarei nunca de bradar aos quatro ventos que te amo!

sei que às vezes eu exagero levado pelo sentimento... me falta a razão e devaneios dominam minha mente... mas ao final de tudo, no nascer de um novo dia, lá está você como sempre para me amparar. você me salva sempre que preciso...

obrigado por tudo! te amo, te amo e te amo!!

beijos mil,

marcelão



terça-feira, 14 de agosto de 2007

é assim que a verdade se propaga na internê

eu peguei no sopa de tamanco... o sopa de tamanco puxou do marconi leal... e assim vai, as verdades se propagando viciosamente pela internet...

Na palestina a 2000 anos atrás:
— Qual era o nome desse demônio, Senhor?
— Legião.
— Porque eram muitos?
— Não, porque no século XX vai surgir uma banda horrível com esse nome.

é a verdade absoluta atravessando os milênios via conexões p2p, wireless, ftp e outras!

tudo é uma questão de referencial

o Canis lupus familiaris, vulgo cão, ao contrário do título acima, não trabalha com referencial... num trabalha mesmo! sempre rachei os bicos com esses cachorros de meio quilo que enfrentam destemidamente cães de porte com massa 20 vezes maior.

lá na rua tinham 2 desses, o bob (fox paulistinha) e o peter (chihuahua). os dois tinha noção de referencial zero!

o bob tinha mais cicatriz que qualquer frankenstein de filme de terceira categoria. o destemido fox paulistinha fazia visitas constantes ao veterinário para reparos emergenciais. quando digo reparos emergenciais, me refiro a uma remontagem completa internamente e tentativas quase sempre frustradas de reparação cirurgica cosmético-plástica. era alguma fêmea da região entrar no cio que ele tava lá, pronto pra outra batalha quase que mortal. enfrentou fila brasileiro, boxers, pastores, e vira-latas mil! medo zero de bicho grande. morreu de velho, essa figura ilustre da violência canino-urbana.

já o peter, seu fiel amigo e pupilo, não teve um desfecho tão bem sucedido. sua vida se foi ao tentar defenestrar uma das cadelas lá de casa, e acabou agredido e ferido mortalmente pelo meu querido e finado wolf, um pastor misto belga-alemão, gigante, que tinha altos dreads. pra ser rasta, só faltava fumar a erva verde pra bater um papo com jah.

bem, poderia estender as exemplificações expandindo meus horizontes ao resto do reino animal, mas aí fugiria do que eu realmente quero falar: Homo sapiens sapiens.

taí um animalzinho que usa o referencial pra tudo no relacionamento interpessoal (não, não vou falar de como mulher faz a gente perder a noção, isso todo mundo já sabe). eu vivo meio que num laboratório ambulante disso aí: tenho 1,90m, com um porte pra lá de considerável. me divirto ao andar por aí, e ver todo mundo desviando, olhando, e desviando o olhar. hehehehe!

um dos pontos altos do meu dia é quando vou almoçar no shopping aqui perto. a praça de alimentação parece o coliseu romano em dia de apresentação de gladiadores, com todos aqueles transeuntes ávidos a se alimentar, lutando cada um por um único lugar ou vários, caso esteja em bando, para que, com suas badejas carregadas em punho, possam se assentar, e efetuar a mais tradicional refeição do dia-a-dia brasileiro.

mas o cenário muda se for comigo. se eu estiver sentado numa mesa sozinho com 4 lugares vagos, não importa a zona que esteja, vai demorar muito para alguém tomar coragem e pedir licença para dividir a mesma comigo. muito tempo mesmo! eu me divirto! as pessoas vêm, chegam perto olham, procuram uma opção, titubeiam, e se vão na primeira semi-possibilidade a vista. às vezes até dou uma variada na situação fazendo cara feia ou soltando um sorriso para ver a reação alheia. e batata como atrapalha ou ajuda, respectivamente.

hoje, consegui fazer uma senhora vir de longe pra sentar. reparei que ela havia avistado a mesa. titubeou, deu outra olhada na praça de alimentação. olhou de novo, e eu lá me alimentando. creio que na mente dela tudo o que aparecia era um sasquatch destroçando um alce ou talvez um selvagem gaulês devorando um javali (meu prato não passava de sobre-coxa de frango assada, arroz com brócolis e salada de alface). ela olhou para o além novamente na esperança de um presente divino... nada. foi quando resolvi sorrir de bobo que sou, deixando que ela visse minha alegre feição. não seu outra, imediatamente ela se deslocou para minha mesa, indagando se podia fazer uso de um dos assentos vagos, pergunta que foi prontamente respondida de forma positiva.

taí uma coisa que estou pensando seriamente em incluir como uma variável extra no experimento: começar a dizer "não" para esses corajosos famintos que decidem me enfrentar e indagar sobre a possibilidade de dividir comigo meu local de alimentação. e pretendo dizer "não" sem explicar o porquê da negação (taí uma coisa que irrita brasileiro, a tal da resposta sem explicação, mas essa fica pra outro post).

no mais, podem-me chamar de babaca-cruel-manipulador, ou só de doido mesmo, num ligo não, mas eu acho o máximo brincar com minhas cobaias! tem gente que tem camundongos, formigas, peixes... eu tenho frequentadores de shopping center!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

vou dormir mais triste hoje...

acabo de escutar uma entrevista do roberto freire num programa do mário kertész da rádio metrópole de salvador... o que me impressionou foi a abordagem do mesmo em relação a ser oposição, ao governo do lulla, as crises, eleição, etc...

puta merda, viu? por mais que meu consciente, inconsciente, sub-consciente, ego, super ego, e alter ego não queiram, eu sou obrigado a concordar com o comuna... o diazin ruim que esse acabou sendo!!!

ps.: o radialista e ex-prefeito de salvador, mário kertész, é o criador de uma fantástica frase que resume com preciosismo e precisão as atitudes petistas na atual situação, que ia mais ou menos assim:

"o silêncio do pt se explica com uma mera questão de etiqueta, é falta de educação falar de boca cheia"

porquê não beber vodka e afins.

li um post do kalil do dia de hoje, aonde o nobre colega enaltece a stoli. fui o primeiro a comentar e, como sempre, recriminando o uso de vodka devido ao seu incrível poder de tele-transporte.

em primeiro lugar, permitam-me elucidar o termo teletransporte.

tele-transporte: você se encontra em um lugar divertido, conversa boa, gatas maravilhosas, cerva gelada, quando alguém resolve que tá na hora de fazer um up-grade e força o uso de algum destilado. você acompanha... o treco é bom... docinho... vai um... pede outro... slack! tum! dum! você acorda em casa sem noção de como foi parar lá e com total desconhecimento do que se passou entre o momento que você pediu pra descer mais uma e o repentino acordar no leito de semi-morte.

é claro que não se pode generalizar. alguns destilados tem o poder de tele-transporte muito mais forte que os outros. e na minha análise empírica de 17 anos puxando umas, a campeã disparada é a vodka.

ô trenzinho sem jeito essa bebidinha. num tem gosto, chapa, e vai bem com qualquer coisa: rola de beber com lima? claro! e com coca-cola? of course! pode misturar com clight? sempre! se misturar com licor de pêssego, suco de laranja, groselha e gelo? puta merda! fica igualzin sexo na praia! num é possível que com limão-capeta fica bom? experimente e se apaixone!

podia escrever horas a fio das possíveis combinações deste camaleão dos bares... mas nenhuma das delícias citadas paga o tele-transporte. num paga mesmo! pense numa coisa que me irrita... tipo assim, o lulla falando em horário nobre defendendo o seu governo como o mais ético e sério de todos os tempos. o tele-transporte me irrita mais! muuuuuuito mais!!

a irritação é tamanha que me fez me afastar de uma das minhas paixões de adolescência. eu e a salinas... como fomos felizes! mas pior que ser traído, era não saber o que aconteceu entre a décima dose no bar e aquele gosto de guarda-chuva desconcertante.

devia existir um easy recovery para memória de curto prazo... aí quem sabe, eu num animava uma stoli. mas como não existe, o negócio é me manter afastado... ela lá no copo dos outros, e eu cá com minhas cervas, jacks e jonnys (num é viadagem não seu oreia seca da costa-oca sem costume! tô falando de jack daniels e jonny walker!) .

ps.: dos 3 maiores porres que já tomei, só um teve vodka no meio... me diverti as pampas! mas indabem que o psico tava lá pra me conter.