terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

sinaleira

ultimamente, venho recebendo lições práticas de boas maneiras, costumes, e civilidade urbana no trânsito.

sou obrigado a dizer que tenho revisto vários de meus eternos conceitos referentes ao dia a dia automobilístico, e, pela lógica e pela razão, não há outra forma senão modificá-los.

um novo hábito que tento introduzir em meus costumes é o de atravessar a via fazendo uso da faixa de pedestres.

poisé, hoje, após correr 5,34 km, fiz algumas compras, e no retorno ao lar, me vi obrigado a cruzar uma movimentada avenida de 4 faixas, sendo 2 para cada sentido de tráfego, sem canteiro central divisor de fluxo.

me dirigi à faixa de pedestre, e ao me deparar com uma botoeira para requerer o fechamento do semáforo, permitindo, assim, minha segura travessia da via em questão, até o passeio oposto, cliquei-o e me pus a esperar a ação temporal do sistema de sinalização vertical luminescente.

permaneceu um bom tempo iluminando verdemente os dois sentidos de tráfego, posteriormente, bloqueou um dos módulos para permitir a também conversão à esquerda do módulo inverso, e, finalmente, determinou o fechamento da via jorrando luz magenta em ambas as direções.

quebrei a inércia, retirei-me do modo de repouso, e me pus a cruzar a avenida. foi quando para minha surpresa, dois veículos de pequeno porte também se colocaram em movimento, se direcionando ao meu encontro.

um absurdo! como pode, num país civilizado como o nosso, pessoas desrespeitarem tão óbvia e notória parte da legislação de trânsito?

vividamente, reduzi o módulo de meu movimento para tornar nula qualquer chance de colisão dos vetores dos três corpos que se movimentavam naquele cruzamento, e me vi obrigado a dividir com os demais envolvidos no evento de meu conhecimento:

-OLHA O SINAL FECHADO, PORRA!!!

pelos olhares arregalados que recebi de ambos os motoristas, creio eu que tenha conseguido transmitir um pouco de minha sapiência àquelas pobres e ignorantes almas... foi boa ação do dia!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

ter q.i. ou não ter q.i.?

a quase um mês atrás, meu samsung 617i, também conhecido como blackjack II (não sei porquê... nem vem com joguinho de mesmo nome...), deu pau depois de um ano de uso. fazer o quê, né? uma ano é muito pra celular sob o meu domínio.

eu gostava do aparelho, tentei arrumá-lo, mas pra variar, como tudo no mundo de hoje, o custo do conserto era próximo do valor de um novo, portanto desisti e dei prum cumpincha que disse que iria arrumá-lo (já abandonei um subwoofer philips na assistência técnica. pra arrumar custava mais que a compra de um sony com características superiores em tudo!).

então, era hora de um upgrade... sim, vislumbrei um iphone em minhas mãos. entrei em contato com a operadora... nú! só jogo ruim! impressionante! fui na loja... impossível! praticamente só atendem novos usuários lá. eu com meus anos de casa, só pelo telefone. fui obrigado a adquirir um celular meia-boca enquanto não conseguia uma coisa boa. adquiri, via muambeiro local, um siemens cf62 (olha ele aí do lado... pense num aparelhinho meia boca).

mas eu não me dava por vencido, eu ligava, tentava, conversava, e nada de conseguir um bom negócio. quando tinha tava caro... mas na grande maioria das vezes, o bichinho tava era em falta mesmo... procurei no mercado livre, buscapé, fiz análises mil... e nada de conseguir um bom negócio.

até que um fatídico dia, eu ligo pra operadora, e consigo um bom esquema. fechei na hora! em breve, seria o proprietário de um iphone 3gs 16Gb preto. bem, o breve eram de 7 ao 12 dias corridos, o que, teoricamente, se encaixava na minha programação. fechei o pacote. dei três nomes de pessoas, que além de mim, poderiam recebê-lo.

o tempo passou... no 11° dia, minha mãe me liga com a informação que carteiro havia ido até minha residência belzontina, mas não havia entregue a encomenda por que EU NÃO ESTAVA LÁ! é claro que minha mãe o confrontou informando que havia uma lista de de pessoas habilitadas a receber, mas o mesmo disse desconhecê-la. prontamente, entrei em contato com a operadora, pedindo que tomassem providências, e um procedimento interno foi aberto. procedimento o qual, me parece, não ter levado nada a lugar nenhum.

entrei em contato com os correios, pedindo que não tentassem mais entregar, que eu buscaria pessoalmente na próxima sexta, certo do entendimento da parte deles. foi quando me disseram que 3 tentativas de entrega já haviam sido feitas, e como eu não estava, a encomenda retornaria a origem. pedi que reconsiderassem, mas o pedido foi em vão. só poderiam atendê-lo com respaldo da operadora.

entrei em contato com a operadora, e mais mal tratado impossível. nada podia ser feito. é claro que nada podia ser feito, a dona do telemarketing lá tava lendo a porra da tela do computador, e pra ela o que tava lá era a verdade. fiquei puto demais, o sangue talhou, e então pedi para falar com um superior. ouvi "não vai adiantar nada, ele vai te dizer a mesma coisa", mas forcei a barra, e a atendente disse que iria me transferir... então na tela do cf62 apareceu "Call Ended"... aí sim, fervi igual Na (sódio) jogado em H2O (água)! foi fervura pura!


chutei o balde! operadora nunca mais! ia só aguardar o pacote retornar pra origem pra dar cabo nas minhas linhas, seja fazendo uso da portabilidade, ou não.

foi quando, quinta passada, resolvi ligar pra ver se o circuito teria chegado a um fim, para que eu pudesse tomar meu rumo. ligo lá na operadora, e a atendente me informa, toda satisfeita, que o aparelho havia sido entregue com sucesso em minha residência. ainda com ela na linha, liguei pra todas as 3 pessoas da lista de habilitados, e todas negaram o recebimento. se nem eu nem elas havíamos recebido, quem haveria? a atendente disse que não sabia, e que demorariam mais 5 dias para descobrir.

como 5 dias de c@ é r#$%, eu pedi pra falar com um superior, e ouvi a mesma lenga-lenga, mas respondi "eu quero e eu vou! ou você me transfere de verdade, ou vou ligar de novo reclamando de você!". depois de meia hora e de ter ouvido um zilhão de vezes "pode demorar mais um pouco... o senhor espera?", e de ter respondido um zilhão de vezes "sim!", uma nova voz aparece. era o "supervisor". eu explico a situação, e peço ação imediata. ele me promete agir sobre o problema, mas me informa que existe protocolos e burocracias internas que ele não poderia quebrar.

lá vinha mais lorota! mas tudo bem... era fechar o circuito e dar tchau pra eles pra sempre! foi quando eu lembrei de um amigão meu que trabalha lá, nessa operadora, numa área que eu não tenho noção de qual seja... ligo pra ele, conto resumidamente o tralálá acima, e ele me pede um email sucinto com toda a informação que eu tivesse disponível.

em menos de uma hora, o "supervisor" supracitado me liga, informa que eu tava coberto de razão, que a situação já estava regularizada, e que eles não abriam mão de me ter como cliente, portanto ampliariam o desconto para me manter sob seu guarda-chuva. topei... e supreso fiquei quando em menos de 48 horas, o iphone escolhido, chegou lá em casa, e foi devidamente entregue...

a ironia:

o foi bichinho foi entregue ao meu pai, que não tinha nome em lista nenhuma!


p.s.1: o importante é ter q.i.!
p.s.2: o nome da operadora foi mantido em sigilo, uma vez que, no final das contas, eles me atenderam... e meu amigo trabalha lá, né?

terça-feira, 4 de maio de 2010

chato

eu sou um chato amador. é claro que sou muito experiente no que faço, mas continuo amador pois não ganho dinheiro com isso.

sou o tipo do cara ferrinho de dentista, que tá sempre cutucando no mesmo lugar. por exemplo, tem um cara aqui na obra, engenheiro novo, do interior da bahia, quase sertão, menino novo mas nota 10, que, toda vez que eu o encontro, eu pergunto coisas do tipo "e aí? como vai o namorado?", "mas conta aí, quando é que foi que você deixou de gostar de mulher mesmo?" ou "foi assim da noite pro dia que você descobriu que gostava de homem?". e ele sempre nega, dá uma risadinha, e solta "você é foda, viu?!".

eu sei que na realidade ele tá pensando "vai tomá no cú seu gordo chato!".

outro que eu sempre faço piadinhas é com um amigo de blog/twitter, ex-colega de um podcast natimorto, devedor assumido, o senhor fireball. poisé, toda vez que ele fala algo sobre o trabalho dele, eu sempre pergunto algo tipo "mas o que os dentes têm a ver com isso?", poisé, o cara é médico vascular... fica puto! hoje, foi de novo, olha a conversa no msn:

repetitivo? talvez, mas eu não resisto mesmo a tentação.

são anos a fio, repetindo as mesmas coisas com as mesmas pessoas... tipo, sempre chamei uma amiga de "cidão"... 17 ou 18 anos no total... só vim a parar a pouco tempo. muita encheção de saco de qualidade.

mas é claro que, se me permito encher do próximo, eu, logo, crio premissa para que os outros me encham... mas vou te falar, que a lista dos que me tiraram do sério com bobagens do dia a dia como essas aí, foram poucos... e o ó concur mora longe e quase nunca encontro. sim, tá bem escondido como deve ser. ainda bem!

bem, você deve tá se perguntando o porquê d'eu tocar nesse assunto... em primeiro lugar porque a pouco tempo abri a guarda... tô exposto a malhação da turma da t.p.g. de com força... mas num tá ruim, não, tá é bão!

em segundo, porque acabo de terminar o livro "surely you're joking, mr. feynman!" de richard p. feynman. o cara é um novo ídolo meu. pense num chato exemplar.

vou te falar que me diverti as pampas lendo o livro.

duas passagens são fantásticas:

- na 1ª quando ele retrata a censura imposta ao conteúdo das correspondências e a segurança da informação falha em los alamos e adjacências durante a WWII. ele não só pinta e borda com os censores, como também desorienta os militares usuários de cabrestos.

- na 2ª, ele deixa de receber por um serviço pois no acordo inicial existia uma premissa imposta por ele de que só seriam dadas 13 assinaturas, e ao concluir o processo, já haviam 12, e mais duas eram necessárias, portanto ele, então, se recusa a assinar mais que 1 única vez, e não recebe o dinheiro. e isso vai até que ele consegue dobrar o responsável do serviço público a só coletar uma única assinatura e pagá-lo. um chato com primor! (eu assinava fácil de primeira!)

bem, então, se você é chato, e quer conhecer chatos como você, leia o livro. você com certeza vai gostar.

e em termos de chatice, agora, meu novo alvo é a tim, que pisou na bola comigo... vou usar e abusar do *144... só por prazer e vingança!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

e das cinzas...

...renasceu fênix!

já, o meu blog não precisa renascer, só tava dormindo mesmo... e como dormiu, viu? então, vou parar de apertar o "soneca" do despertador e abrir os zói!

poisé, após constantes reclamações (número absurdamente grande! aproximadamente 1 a cada 2 meses), resolvi tentar voltar a escrever novamente com mais de 140 caracteres.

não que eu esteja escrevendo com grande constância no tuíter, mas tô bem mais presente lá do que aqui.

poisé, aqui apenas postagens isoladas... sendo as duas últimas meramente celebrativas.

muita coisa aconteceu, não veio parar aqui, e não vai vir mesmo. mas isso não vem ao caso. o que vem ao caso é que doravante, ei de postar as inúmeras elocubrações que se passam em minha mente, pricipalmente porque, nas vindouras semanas, grandes mudanças acontecerão em minha vida (já adiantando aos engraçadinhos de plantão, não, não vou me casar!).

então vâmo que vâmo!

segunda-feira, 8 de março de 2010

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

glimpse of paradise!

caneca de bacon frita cheia queijo derretido?




tão querendo me matar, é?

direto do ffffuuuud.eu

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

e apagou tudo!

sem querer ser redundante, vou, sim, falar do apagão.

poisé, ontem, eu também fiquei no escuro. foi só concluir um trabalho de grupo na aula de contabilidade e levantar pra picar a mula que a escuridão dominou o ambiente.

dominou mas não por muito tempo, pois segundos depois a luz retornou, iluminando agora faces assustadas com o repentino retorno a idade média.

o que pareceu ser um corriqueiro pique de luz, se tratava na realidade de algo maior, o que me foi revelado ao sair do shopping aonde está locado meu curso. a ida e volta de energia não passou de um leve by-pass feito pelo sistema de geração de energia de emergência do prédio, sistema, o qual, funcionou como previsto em projeto.

claramente, aquela região da cidade estava sem luz. segui de carro na direção de casa na esperança de que lá tivesse sido atingido pela súbita ausência de energia. esperança que pelo ralo se foi. tudo escuro. luzes apenas nos hospitais da região, no faróis dos carros e giroflex dos carros de polícia.

o portão do prédio foi aberto manualmente pelo gentil porteiro, e a ida ao apartamento se deu via escadas. o engraçado é que só um momento desses para me fazer reparar que são tão poucas escadas, e eu só uso o elevador. creio que deva tentar mudar esse hábito, e vou tentar.

chegando no apê, começou um bombardeio de mensagens de meu chefe: na cidade vizinha também valtava luz. um amigo liga, me informa que a respectiva mãe o informou que de bh, ela assistia o caos instalado em vários estados do brasil.

inês era morta! nada a fazer, a não ser fazer uso do que tinha disponível: velas, água encanada, um aípodi com bateria, dois celulares quase sem bateria, e revistinhas.



poisé, fui dormir nas trevas, e acordei na civilização. pulei da cama cedo com o calor e fui caminhar.

caminhando e matutando como sempre. o que deve ser feito? consegui pensar em mil e uma coisas, inclusive o treinamento das forças de polícia e afins para situações como essa, pois o despreparo me pareceu imensurável. mas tudo que passou na mente relativo ao que realmente vai acontecer é a sequência abaixo:

1) um figurão do governo diz que não tinha como se saber que isso poderia vir a acontecer;
2) pipocam mil e um especialistas dizendo que isso era previsível, e que o governo já havia sido alertado;
3) um outro figurão do governo diz que os especialistas não sabem de nada, e dessa vez culpa alguém, provavelmente algum funcionário de carreira que entende do que faz, e não está boiando, ao contrário do figurão que o acusou;
4) esse alguém aparece em todos os canais dizendo que não tem culpa, e a prova disso é um relatório que foi entregue ao governo relatando que aquilo podia acontecer;
5) o governo emite nota dizendo que desconhece esse relatório;
6) a folha ou estadão ou istoé ou veja recebem uma guia de remessa de documentos provando que o planalto havia recebido o relatório, e jogam na mídia;
7) o lulla aparece na tv, faz uma piada de apagão, diz que não sabia;
8) a aprovação do lulla sobe mais 10%.

esse é meu brasil!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

blogando ou tuitando

após uma breve análise de minhas atividades internéticas na atualidade, cheguei a uma breve conclusão que se encontra exposta nos quadrinhos abaixo... acho que tá na hora de mudar de novo.