terça-feira, 13 de maio de 2008

quando um avoado encontra um famoso

era uma sextinha... o dia tinha sido uma eternidade... não, nada de trampo em excesso, o problema eram os dias anteriores... farra quarta e casório da irmã do jacques na quinta (ou vice-versa... a ordem dos fatores definitivamente não altera o produto).

chegou o fim do expediente... segui pra o amarelinho ao lado da boa viagem para um breve happy hour com o pessoal do trampo.

depois de alguns poucos chopps (4 ou 5), segui pro bar do pança pra encontrar o psicopata. puxamos mais umas ampolas pra lá de gélidas. ao pagar a conta, naturalmente, indaguei meu primo sobre a possibilidade de darmos continuidade a night, e ele se manifestou como pregado devido aos eventos nos dias anteriores.

igualmente cansado, não retruquei o cara, e segui pro renatão pra mandar um tradicional sanduba fim-de-noite.

chegando em tão refinado trailer, cumprimentei a moçada da chapa, e me dirigi ao caixa. o caixa, chamado daniel, me vê, e diz pra um cliente que já lá se encontrava, iniciando o diálogo abaixo:

- rogério, esse que é o marcelão que o renato falava tanto.

- pô fi, prazerão! o renato falava bem demais d'ocê. - disse o, então desconhecido, rogério.

- prazer... o renato era nota 10... pena que se foi*... - retruquei.

- pena mesmo... cê vem muito aqui, né?

- yep... sempre que estou aqui, fim de night é aqui... você? - respondi já pensando "de onde conheço esse cara?"

- claro! venho sempre... principalmente depois do ensaio... é do estúdio direto pra cá.

- estúdio? mexe com o quê? - indaguei enquanto pensava "será do pitágoras? number one? quiçá do icex..."

- tenho uma banda...

- banda de quê? - perguntei sem titubear matutando "esse cara sabe que eu num tô reconhecendo ele... pqp... da onde conheço ele, porra?!!!"

- bem... a gente toca pop-rock... - respondeu ele fazendo uma cara meio estranha...

- pop-rock?!! que merda, hein? bão é rock das antigas! pesadão e acelerado! - retruquei sem nem meio pestanejo, e na mente "tem banda... será que é amigo do kalil?"

- é... também prefiro... mas pop-rock faz sucesso e dá dinheiro, né? - respondeu ele com cara de cú!

- nisso cê tem razão... - concordei sem argumentos pra rebater.

mudamos de assunto, e o papo continuou... o sanduba dele chegou... ele rangou... o papo continuava... o meu chegou... mandei pra dentro... e continuavamos a papear...

de repente, uma luz aparece na minha mente:

"putaqueopareo!!!! é o rogério flausino do j.quest!!! hahahahahaahahaha!!!"

apesar da ficha ter caído, continuei fingindo que não sabia quem era. pagamos e continuamos a conversar... foi por baixo uma hora de bate-papo... nunca mais encontrei com o cara, e se encontrar, provavelmente não reconheço de novo... o contrário é que não tenho idéia. provavelmente ele iria me ver e pensar:

"olha ali o cara que não sabe quem eu sou... alienado de completo ou louco de com força... mas cheio de razão, afinal pop-rock é uma merda!!!!"



* não, o renato não morreu, não... tá morando em guarapariu.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

mais diferenças...

situação: dia de semana, a pessoa sai, quebra tudo, toma todas, vai dormir com o sol raiando, acorda 15 minutos depois e vai trabalhar estragado.

pensamento de uma pessoa normal às 11 da manhã:

“não devia ter saído ontem!”

pensamento de uma pessoa que sabe que a vida é curta e um dia vai morrer de qualquer jeito às 11 da manhã:

“não devia ter levantado hoje!”

domingo, 4 de maio de 2008

7º dia

já se fazem 7 dias que o darcilinho nos deixou, e não posso deixar de registrar aqui essa grande perda ao grupo dos jovens que gostam demais.

você pode dizer que ele talvez não se caracteriza-se como jovem por estar na casa pra lá dos enta, mas lêdo engano o seu, ele era jovem pra caralho!

creio que não caiba aqui narrar a inevitável adversidade que o levou, mas sim apenas ilustrar como tão ilustre pessoa entrou em nossas vidas em uma breve narrativa abaixo apresentada:

uma sexta-feira quase normal (quase porque eu estava em bh desde quinta), nos encontramos no farroupa para mais um tradicional almoço divertido, regado como sempre a muita original e trigliceres.

durante tal evento, foi noticiado pelo jovem tilipe (que em breve vira trintão), que já tinha em mãos a chave de seu apê, e que a compra de uma churrasqueira se fazia necessária naquele dia. é claro que um consciente membro de nossa mesa já caiu em gargalhadas malhando o então desconhecido vizinho que viria a passar a sofrer com as incursões proteíno-etílicas que viriam a acontecer à partir daquela data. o jovem locatário supra citado, rechaçou tal possibilidade dizendo que já havia conhecido o vizinho em questão, se tratando de um coroa cabeça fresca, amante de blues e buchannas.

para todos na mesa se tratava de uma possibilidade impossível: haveria tilipe conseguido um apartamento próximo do perfeito, tendo como vizinho sua própria versão em idade avançada?

aos 20 minutos para às 18 horas, encerramos a conta no farruoupa. aos 13 minutos para às 18 horas, havíamos conseguido uma vaga no mercado central. aos 4 minutos para às 18 já estava comprada a churrasqueira necessária para as vindouras festividades da noite. às 18 horas e 2 minutos, seguíamos para o apartamento do tilipe.

cerva, carne e scotch, juntamente com tilipe, presley, birigui, ladencito, e eu, foram os ingredientes necessários para inaugurar aquele local, que no dia seguinete seria filhadaputamente apelidado de farroulipe.

festividades iniciadas, adentra ao recinto aquela figura: um senhor de idade, mistura de mestre miagui e bluesman, oferencendo toda a hospitalidade do mundo ao seu novo vizinho, presenteando-o logo de cara com uma garrafa de scotch, trazendo bolachas negras de blues para nosso deleite auditivo.

e assim deu início a uma bela relação, tilipe e darcilinho, duas pessoas únicas, dividiam não só o último andar do prédio, não só o bom gosto culinário-gustativo e musical, mas também uma bela amizade.

o farroulipe tinha, definitivamente, o vizinho perfeito.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

descobertas


terça-feira, 22 de abril de 2008

simbiose

outro dia, o kalil comentou em "um momento de reflexão"que minha máquina de tocar mp3 tinha uma certa simbiose comigo uma vez que tocava o que eu precisava ouvir.

com ou sem simbiose, minha máquina de tocar mp3 tá mais que de parabéns. anda brilhando nos playlists que tão rolando.

sexta ao caminho de bh foi basicamente só acdc (que solta disco novo inté o fim do ano, e depois sai em turnê) e misfits, hoje no meu retorno a capital do vale do paraíba, rolou sex pistols e dropkick murphys a dar com pau.

espero que a minha próxima jornada seja qualhada de pennywise e iron maiden.

ps.: espero que minha máquina de tocar mp3, leia esse post.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

cerva no buteco

acabo de chegar do cinema. fui assistir "rolling stones - shine a light".

nada mais que um showzinho razoável do stones, mick, keith, ron, charlie, sua banda costumeira, e alguns convidados, em imagens fantásticas, intercaladas por trechos de entrevistas com os músicos em vários períodos de suas carreiras, tudo dirigido por outro cabra bão, o senhor scorcese.

valeu a pena? olha, vou te dizer que sim. e valeu por causa de um dos trechos com kieth e ron sendo indagados mutuamente sobre a amizade que nutrem entre si... vou te falar, definitivamente são dois caras que eu adoraria puxar uma ampolas geladas no bar.

just keep on rockin'!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

a sociedade não para de desmoronar mesmo...

a um certo tempo já escrevi sobre o fim do mundo que se aproxima (ver o "desmoronar de uma sociedade..." e "e a sociedade continua desmoronando..."). outro dia tive mais um sinal.

quando as classes mais ilustradas matutam e dissertam sobre o assunto, é uma coisa entendível. mas quando as classes mais baixas começam a se preocupar, é porquê algo vem aí.

local: posto na beira da sp-65, vulgo rodovia dom pedro I.

[atendente 1]: então, será que o mundo vai acabar mesmo?

[atendente 2]: acaba nada, filha! todo dia nasce menino novo aí... são gerações e gerações! sabe como é?

[atendente 1]: olha, da última vez que o mundo acabou, não sobrou ninguém! só uns casais de animais... e olhe lá!

[atendente 2]: eu acho que num tem jeito não...

[atendente 3]: os evangélicos dizem que vai acabar... e logo...

[atendente 1 e 2]: e mesmo?!

[atendente 3]: é! e se acabar, acaba num sábado...

[atendente 2]: sério?! por que?!

[atendente 3]: eles dizem que no sábado é o dia que a gente mais peca... vai em festa... bebe... cê sabe o que mais, né?

[cliente pensa]
: se é pra acabar, que acabe na segunda... pô, deixa eu aproveitar meu sabadin, caraí!!

de onde surgiu a discussão? assistiram datena? leão lobo? ratinho? luciana gimenez? galisteu? hebe? opa! sem querer montei mais uma lista de razões que indicam o fim do mundo! pqp!

tâmo tudo fudido!!

ps.: antes que achem que virei paranormal, não li o pensamento de cliente nenhum não, tá? era eu mesmo... hehehehe!

terça-feira, 15 de abril de 2008

diálogo cheio de sabedoria

aos meus amigos bebedores de vodka, segue um momento de lucidez de minha parte:

- quer provar a caipivodka?

- não valeu...

- não gosta?

- não tomo vodka...

- péssimas recordações?

- nope... a completa ausência delas...

quinta-feira, 10 de abril de 2008

extra, extra, extra crazy!!!



serei breve nesse post:

beber no frangó a tarde inteira é doido!

o ozzy no palco é muito doido!

moche na multidão ao som de paranoid, é mais doido ainda!