quarta-feira, 11 de novembro de 2009

e apagou tudo!

sem querer ser redundante, vou, sim, falar do apagão.

poisé, ontem, eu também fiquei no escuro. foi só concluir um trabalho de grupo na aula de contabilidade e levantar pra picar a mula que a escuridão dominou o ambiente.

dominou mas não por muito tempo, pois segundos depois a luz retornou, iluminando agora faces assustadas com o repentino retorno a idade média.

o que pareceu ser um corriqueiro pique de luz, se tratava na realidade de algo maior, o que me foi revelado ao sair do shopping aonde está locado meu curso. a ida e volta de energia não passou de um leve by-pass feito pelo sistema de geração de energia de emergência do prédio, sistema, o qual, funcionou como previsto em projeto.

claramente, aquela região da cidade estava sem luz. segui de carro na direção de casa na esperança de que lá tivesse sido atingido pela súbita ausência de energia. esperança que pelo ralo se foi. tudo escuro. luzes apenas nos hospitais da região, no faróis dos carros e giroflex dos carros de polícia.

o portão do prédio foi aberto manualmente pelo gentil porteiro, e a ida ao apartamento se deu via escadas. o engraçado é que só um momento desses para me fazer reparar que são tão poucas escadas, e eu só uso o elevador. creio que deva tentar mudar esse hábito, e vou tentar.

chegando no apê, começou um bombardeio de mensagens de meu chefe: na cidade vizinha também valtava luz. um amigo liga, me informa que a respectiva mãe o informou que de bh, ela assistia o caos instalado em vários estados do brasil.

inês era morta! nada a fazer, a não ser fazer uso do que tinha disponível: velas, água encanada, um aípodi com bateria, dois celulares quase sem bateria, e revistinhas.



poisé, fui dormir nas trevas, e acordei na civilização. pulei da cama cedo com o calor e fui caminhar.

caminhando e matutando como sempre. o que deve ser feito? consegui pensar em mil e uma coisas, inclusive o treinamento das forças de polícia e afins para situações como essa, pois o despreparo me pareceu imensurável. mas tudo que passou na mente relativo ao que realmente vai acontecer é a sequência abaixo:

1) um figurão do governo diz que não tinha como se saber que isso poderia vir a acontecer;
2) pipocam mil e um especialistas dizendo que isso era previsível, e que o governo já havia sido alertado;
3) um outro figurão do governo diz que os especialistas não sabem de nada, e dessa vez culpa alguém, provavelmente algum funcionário de carreira que entende do que faz, e não está boiando, ao contrário do figurão que o acusou;
4) esse alguém aparece em todos os canais dizendo que não tem culpa, e a prova disso é um relatório que foi entregue ao governo relatando que aquilo podia acontecer;
5) o governo emite nota dizendo que desconhece esse relatório;
6) a folha ou estadão ou istoé ou veja recebem uma guia de remessa de documentos provando que o planalto havia recebido o relatório, e jogam na mídia;
7) o lulla aparece na tv, faz uma piada de apagão, diz que não sabia;
8) a aprovação do lulla sobe mais 10%.

esse é meu brasil!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

blogando ou tuitando

após uma breve análise de minhas atividades internéticas na atualidade, cheguei a uma breve conclusão que se encontra exposta nos quadrinhos abaixo... acho que tá na hora de mudar de novo.